O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para as condições meteorológicas favoráveis à ocorrência de chuvas moderada a forte com trovoadas e rajadas de vento ocasionais em áreas isoladas no Paraná, Santa Catarina; Mato Grosso do Sul; oeste e sudoeste de São Paulo; e norte de Mato Grosso. As informações estão no Aviso Especial no.28 válido para esta quarta-feira, 25 de janeiro.
Na região Sul, o tempo fica encoberto com pancadas de chuvas, trovoadas com possibilidade de rajadas de vento e queda de granizo em áreas isoladas do Paraná e Santa Catarina. Pancadas de chuvas isoladas atingem o Rio Grande do Sul. No Sudeste, há previsão de pancadas de chuva e trovoadas em Minas Gerais e São Paulo, com possibilidade de chuvas e trovoadas no Espírito Santo. No Rio de Janeiro, o Inmet prevê céu claro com possibilidade de chuvas isoladas na Costa Verde e Medio Paraíba.
No Centro-Oeste, a meteorologia prevê pancadas de chuvas e trovoadas isoladas em Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Há possibilidades de chuvas no Distrito Federal. No Nordeste, o tempo fica nublado com pancadas de chuva no Maranhão. Há possibilidades de chuvas com trovoadas isoladas no Piauí e Ceará. Pancadas de chuva isoladas atingem Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia.
No Norte, há previsão de pancadas de chuvas e trovoadas no Amazonas. O tempo fica encoberto com pancadas de chuva e trovoadas isoladas no Pará, Amapá, Acre, Tocantins e Rondônia. O sol aparece entre nuvens apenas em Roraima.
Fonte: Mapa
Apesar da chuva dos últimos dias ter aliviado a situação das lavouras de soja no Sul do país, principalmente no Paraná e no Rio Grande do Sul. as perdas causadas pela estiagem, em muitos casos, são irreversíveis.
Em alguns municípios do Paraná, a produtividade da oleaginosa foi drasticamente reduzida. Em Ivatuba, na propriedade de Otávio Perin Filho, o rendimento das plantações baixou 20%, passando de 65 para 20 sacas por hectare. "Nós temos que torcer para que possa dar um enchimento bom e que isso corresponda com um prejuízo menor", diz.
A Secretaria de Agricultura paranaense estima uma perda de 10% na produção de soja do estado, que inicialmente foi estimada em 14,15 milhões de toneladas, por conta da seca.
"É possível acompanhar na lavoura a consequência da estiagem. Na mesma lavoura nós temos vagens com grãos grandes e nós temos vagens com grãos que não encheram. Com isso, a produtividade vai cair, o rendimento do produtor diminui e a região perde. A seca traz estragos a grande prazo”, diz Paulo Milagres, agrônomo da Emater.
No Rio Grande do Sul, o acumulado de chuvas do final de semana - entre cidades do centro e do norte gaúcho - parece ter renovado a esperança dos agricultores. As precipitações começaram na última sexta-feira (20) e se estenderam por sábado e domingo, dia em que foram registrados 40 mm.
O que se espera agora é que essa umidade possa aliviar o estresse pelo qual passam as lavouras de soja, que se encontram em fase de floração - período em que a água é mais importante. Já para o milho, a água veio tarde e as lavouras prejudicadas não devem se recuperar.
“A planta de soja tem essa capacidade de se recuperar. Se ela está estabilizada, mas enraizando, o produtor tem ainda a possibilidade de conseguir uma produtividade”, explica o agrônomo Jorge Vargas.
Porém, as chuvas em abudância de chuvas não foi registrada em todo o estado. Em Tupanciretã choveu menos de 10 mmm e as perdas na cidade em função da estiagem já chegam a R$ 65 milhões.
Já no Mato do Grosso do Sul existem duas situações: para as plantas que estavam na fase de enchimento de grãos a chuva das últimas semanas não aliviaram as perdas, porém para aquelas que estavam na época do florescimento as chuvas foram importantes para ajudar no desenvolvimento da plantação.
No estado, as perdas estimadasm chegam a 40%, e a produtividade deve ficar entre 40 a 45 sacas por hectare.
Com informações do Globo Rural.
Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes
O mercado de soja voltou a registrar cotações instáveis, oscilando em função do clima na América do Sul, segundo pesquisadores do Cepea. Em alguns dias, previsões de chuvas causavam baixa dos preços, mas noutros, relatos de que poderiam não ser suficientes para recuperar a produção, voltavam a dar sustentação. O mercado também refletiu o avanço da colheita no Paraná e em Mato Grosso, apesar de as chuvas dificultarem os trabalhos nos últimos dias. Em Mato Grosso, onde a colheita se iniciou no final de 2011, mesmo que lentamente, há expectativa de que a produtividade fique um pouco abaixo da observada na safra anterior, caracterizando-se como a segunda maior da história. Porém, as chuvas têm interrompido os trabalhos, mas ainda sem relatos de perdas ou impacto negativo sobre a produção. No Paraná, agentes consultados pelo Cepea estavam preocupados com a estiagem, que atrasou o desenvolvimento das lavouras de soja, principalmente da região oeste do estado. Entretanto, as recentes chuvas têm renovado o ânimo dos produtores quanto à atual safra, apesar de as primeiras lavouras apontarem perdas expressivas da produção. Em São Paulo, produtores consultados pelo Cepea dizem que as lavouras estão em boas condições, mas citam sinais com preocupações de possíveis perdas em algumas regiões devido aos baixos índices pluviométricos de dezembro e início de janeiro. Fonte: Cepea
Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago operam com expressiva alta no pregão noturno desta segunda-feira. Por volta das 9h (horário de Brasília), os principais vencimentos operavam com mais de 13 pontos de alta. A alta se deve à fraqueza do dólar index neste início da semana.
O milho e o trigo também registravam altas, neste caso de 7 e 6,50 pontos, respectivamente, para os contratos mais próximos. Acompanhe o andamento do mercado pelo Notícias Agrícolas.
Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes
|