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24/08 - Safra 2010/2011 terá R$ 42 bilhões do BB
O Banco do Brasil destinará R$ 42 bilhões para operações de crédito rural na safra 2010/2011, volume 20,7% superior comparado à safra anterior. Desse total, R$ 10 bilhões irão financiar a agricultura familiar e R$ 31,9 bilhões vão atender aos demais produtores, associações e cooperativas.
As agências do Banco do Brasil, desde o dia primeiro de julho, estão operando a contratação das linhas de crédito rural. Até a primeira quinzena de agosto, foram aplicados mais de R$ 2,5 bilhões, incremento de 11,6% em relação à safra 2009/2010.
A efetivação dos desembolsos vai depender da demanda apresentada pelo setor, da análise de crédito, do retorno dos recursos emprestados em anos anteriores e do volume dos depósitos à vista e da poupança rural durante o ano-safra.
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Principais destaques na safra 2010/2011
Aumento de 25% nos recursos de taxas controladas.
O Banco do Brasil incentivará o médio produtor por meio do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural – Pronamp, que manterá as políticas do Proger Rural, com elevação do limite de custeio de R$ 250 mil para R$ 275 mil.
O BB estimulará o desenvolvimento sustentável da agropecuária por meio de linhas de crédito rural que visem a incorporação de tecnologias para redução da emissão dos gases de efeito estufa e redução do desmatamento, além de incentivar a implantação de sistemas produtivos sustentáveis com priorização para a recuperação de áreas e pastagens degradadas, plantio direto na palha, plantio de florestas, sistemas de integração lavoura-pecuária, entre outros.
Na safra 2010/2011, o BB manterá a liderança na contratação de financiamento via Procap-Agro e Procap-Produção para as cooperativas de produção agropecuária, destinados a financiar capital de giro, saneamento financeiro e integralização de quotas-partes do capital social e também do Prodecoop – destinado ao financiamento de investimento e capital de giro. Com as cooperativas de crédito rural, o BB intensificará a contratação de operações rurais por meio da sistemática operacional de repasse, e com as cooperativas de crédito rural de interação solidária, o estabelecimento de convênios por meio dos quais serão disponibilizados recursos para contratação de operações da agricultura familiar diretamente com os cooperados.
Seguro Agrícola
O Banco do Brasil disponibilizará o BB Seguro Agrícola, na safra 2010/2011, com taxas municipalizadas para as culturas de milho, soja, arroz irrigado, algodão, cana-de-açúcar, milho safrinha e trigo. Para contratação do seguro agrícola há subvenção ao prêmio, o que proporcionará a redução do custo final ao produtor rural. Esta redução é de até 50% para as culturas da safra de verão, como soja e milho e a 70% no caso de trigo e milho safrinha.
Na safra atual, o BB contratou R$ 14,9 bilhões em custeio agrícola. Desse montante, 60,7% foi realizado de forma conjugada com a proteção contra intempéries por meio do seguro agrícola e Proagro. O valor total protegido foi de R$ 9 bilhões, sendo R$ 4,5 bilhões no seguro agrícola e R$ 4,5 bilhões por meio do Proagro.
Para o ano-safra 2010/2011, a cultura do algodão terá seguro disponível em todos os estados da região Centro-Oeste, além dos estados de SP, MG, BA, TO e PR. Para a soja, a disponibilidade será para as regiões Centro-Oeste e Sul, além da BA, MA, MG, PI, RO, SP e TO. No caso da lavoura de milho, a abrangência será para as regiões Centro-Oeste, Sudeste, Sul e os estados de AL, BA, CE, MA, PI, RO, SE e TO. Já os produtores de arroz irrigado poderão contratar a proteção para os estados de RS, SC e SP; e os produtores de cana-de-açúcar contarão com o seguro nos estados de AL, BA, CE, ES, GO, MG, MS, MT, PB, PE, PR, RJ, RN, RO, RS, SE e SP.
Para os produtores familiares beneficiários do Pronaf, a grande novidade é o Proagro Mais Investimento, que assegura cobertura adicional para o pagamento de parcelas de investimento agropecuário, com adesão associada às operações de custeio agrícola. Além disso, o Programa também garante recursos para o produtor honrar seus compromissos com o financiamento, em caso de perda na lavoura ocasionada por fatores climáticos. Na prática, o produtor que perder a lavoura financiada, tem também a proteção da parcela da operação de investimento associada a esta receita.
Proteção de Preço
O BB desenvolveu sistema corporativo que permite que todas as suas agências enviem ordem de seus clientes para compra das opções em bolsa. Deste modo, na safra 2010/2011 as agências do BB ofertarão para seus clientes a proteção de preço por meio de contratos de opção de venda, que podem ter seus custos financiados junto com a sua operação de custeio, bem como permitem incremento de 15% no teto de recursos controlados.
As informações são da assessoria de imprensa do Banco do Brasil.
24/08 - Risco duplo para o feijão das águas![]() La Ninã ameaça cortar chuvas na floração. Se o clima for bom, aumento do plantio vai ampliar oferta e tende a achatar preços na colheita, preveem os analistas O plantio do feijão das águas co me çou em clima de cautela no Pa raná. Preços cerca de 10% superiores aos de um ano atrás estimularam os agricultores, que estão am pliando a área destinada à cultura. Mas a elevação do plantio preo cupa os analistas. Eles alertam que o produtor de feijão corre risco duplo neste verão. Primeiro por se tratar de ano de La Niña. Se as previsões de seca durante a floração das lavouras se confirmarem, po dem frustrar a produção. Por outro lado, se o clima for bom, há risco de superoferta entre dezembro e janeiro e os preços podem ir à lona. Estimativa preliminar divulgada pela Secretaria Estadual da Agri cultura e do Abastecimento (Seab) no início do mês aponta uma tendência de crescimento de 4,3% na área de feijão de verão no Paraná. Com clima favorável, a produção pode crescer 14,3%. Em 334 mil hectares, o potencial é para 556,7 mil toneladas no ciclo 2010/11. A área não é tão grande – há quatro anos, o grão ocupava mais de 400 mil hectares –, mas pode ser a segunda maior safra das águas do estado, atrás justamente da temporada 2006/07 (561 mil toneladas). O consumo aquecido, as cotações em alta e o apoio do governo à comercialização são, segundo a Seab, os principais fatores de estímulo. Nos primeiros sete meses de 2010, os preços do feijão preto subiram 29% e os do feijão de cor, 83%, conforme levantamento da secretaria. A depender do comportamento dos mercados de milho e soja nas próximas semanas, o feijão ainda pode ganhar mais que os 14 mil hectares estimados pela Seab, avalia o presidente do Conselho Administrativo do Instituto Brasileiro de Feijão e Legumes Secos (Ibrafe), Marcelo Eduardo Lüders. “Se área crescer 4%, já terá muito feijão concentrado em janeiro e fevereiro. A safra das águas me preocupa”, diz. Segundo ele, muitos produtores devem adiar o plantio para fugir do risco de geadas de primavera tardias (veja matéria ao lado), concentrando ainda mais a oferta nesses dois meses. “A alta do preço sinaliza uma área maior em uma safra de risco climático elevado. É preciso ficar atento às previsões para evitar que o período crítico do La Niña pegue a lavoura em floração”, recomenda a economista Sandra Hetzel, analista da Unifeijão. “Minha sugestão para o produtor é: escalone o plantio e diversifique variedades”, indica Lüders. Assim, se houver seca, apenas parte da produção será prejudicada. Se a safra for cheia, o produtor terá diferentes mercados para explorar, defende o presidente do Ibrafe. O governo informa que haverá apoio à comercialização em caso de superoferta, mas somente para parte dos produtores. “Havia algumas pendências de pagamento, mas a política não mudou”, afirma João Figueiredo Ruas, analista da Companhia Nacional do Abas tecimento (Conab) responsável pelo mercado de feijão em Brasília. “O produtor deve analisar bem a situação do mercado futuro, e não a cotação atual ou o preço mínimo. O governo não tem como amparar todos os produtores. A Conab está com estoques altos. Se for comprar feijão, deve priorizar os pequenos”, diz o superintendente da Conab no Paraná, Lafaete Jacomel. Gazeta do Povo, em Agrolink. Autor: Luana Gomes 24/08 - Trigo prorroga influência e dita cotações![]() Quebra no cereal na Europa pesa mais que possíveis variações na produtividade nos EUA. Quadro deve mudar à medida que as colheitadeiras americanas subirem o mapa Chicago, Illinois (EUA) - Apesar do início da colheita nos Estados Unidos, ainda é o trigo o grande ponto de interrogação na Bolsa de Chicago (CBOT), que na semana passada alimentou especulações que fizeram o cereal ganhar e perder mais de 20 pontos entre um dia e outro. A Rússia, depois de proibir as exportações, pode ter de importar trigo para garantir o abastecimento interno. Com isso, na sexta-feira, o cereal recuperou quase 10 pontos e fechou a US$ 6,88/bushel (27,2 quilos). Ontem(23), abriu a semana com alta de 13 pontos. No pregão, prevalece entre os analistas as dúvidas sobre a real situação da Rússia. Ainda na semana passada, a possibilidade de replantio de algumas áreas, com a volta das chuvas no país, chegou a gerar certa estabilidade nos preços, mas que não durou mais que três dias. Também é o trigo que segura a cotação da soja e do milho, mesmo com o início da colheita nos Estados Unidos. Com alta de 4 pontos, o primeiro grão encerrou o pregão da semana passada com alta de 4 pontos, a US$ 10,14/bu (27,2 quilos). O segundo, estável, a US$ 4,21/bu (25,4 quilos). Nesta segunda, iniciaram a semana a US$ 10,07 (-2) e US$ 4,17 (-4), respectivamente. A colheita norte-americana começou há duas semanas, pelo estado da Louisiana, no extremo sul. Os primeiros talhões ainda não têm força para influenciar as cotações porque a região não possui tanta representatividade na produção total. O mercado considera que não há como especular sobre a produtividade geral da safra. Segundo os traders, essa relação entre produção dos EUA e preços na CBOT deve ser mais forte à medida que as colheitadeiras forem subindo em direção ao corn belt, o cinturão do milho. Nesta semana, a colheita avança para o Mississipi e Arkansas. Dentro de aproximadamente dez dias, as máquinas vão para o campo em Iowa e Illinois, os dois principais estados produtores. Na atual temporada, a colheita ocorre duas semanas mais cedo do que em anos regulares. Com o clima favorável, os produtores conseguiram antecipar o plantio. Não fosse o trigo, a pressão sobre os preços já seria maior com a abertura da colheita. Jack Scoville, da corretora Price Group, em Chicago não acredita em recuo significativo em soja e milho, a julgar a demanda aquecida no mercado internacional. Ele prevê, porém, que em um mês ou menos não será nenhuma surpresa cotações de soja a US$ 9,5/bu e milho de US$ 3,9/bu, respectivamente. O que não é um preço ruim, acrescenta, com uma ressalva aos países onde o câmbio não se mostra favorável ao setor, como o caso do Brasil. Pela previsão do USDA, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, a safra norte-americana tem potencial para recordes em soja e milho. O cereal pode atingir 339,5 milhões de toneladas e a oleaginosa 93,4 milhões de toneladas. Gazeta do Povo, em Agrolink. Autor: Giovani Ferreira 24/08 - BB disponibiliza R$ 500 milhões em EGF a orizicultorO Banco do Brasil (BB) anunciou, ontem(23), a liberação de R$ 500 milhões em Empréstimo do Governo Federal (EGF) para os orizicultores. A expectativa é que o recurso seja aplicado para quitar os custeios alongados com vencimento nos meses de setembro e outubro, e que haja mais tempo para a comercialização do arroz, já que os produtores terão 180 dias para pagar a quantia consignada. O superintendente do BB, José Carlos Reis da Silva, afirmou que o dinheiro já está disponível nas agências. "Emprestamos para que o produtor possa vender com mais tempo." O anúncio aconteceu durante a posse do presidente da Federraroz, Renato Rocha, que foi reconduzido ao cargo na manhã de ontem, em evento na Farsul. Segundo ele, a medida chega num momento em que o setor não recebe retornos dos pleitos levados a Brasília e, por isso, dá fôlego ao mercado. "Isso coincide com a entressafra do grão, além de acontecer ao mesmo tempo em que tivemos quebras nas colheitas brasileira e asiática. A medida deve contribuir para ampliar preços e alavancar o mercado", comemorou ele, que espera efeito rápido. O diretor de mercados da Federarroz, Marco Aurélio Tavares, considerou o anúncio extremamente importante por ampliar os prazos para negociação do produto. "O mercado estava fazendo pressão para baixar o preço com a expectativa de um aumento de oferta e, agora, o produtor poderá programar a negociação", afirma. Durante a cerimônia, Rocha afirmou que o foco do seu novo período de gestão frente à Federarroz, que se estenderá até 2013, será proporcionar ganho aos orizicultores. "Todos devem ter renda, sobretudo o produtor. Mas é preciso corrigir a política agrícola." Correio do Povo, em Agrolink. 24/08 - O rei da produtividade da soja do Brasil![]() Vencedor do 1º Desafio Nacional de Máxima Produtividade safra 2009/2010 alcançou a impressionante marca de 108,4 sacas de soja por hectare
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